segunda-feira, 8 de abril de 2013

Abaixo a hipocrisia!


Se nós, brasileiros,  temos no nossa cultura

A propaganda “bonita por natureza


o trote na USP São Carlos


Agressão a uma mulher a cada 25 segundos

o racismo inscrustado nas veias

  
a vida particular a serviço do mercado, seja no axé ou no BBB,

Só por hipocrisia se brada aos quatro ventos contra o Feliciano.

Ele representa, SIM, nossa sociedade.

Sem hipocrisia.

sexta-feira, 22 de março de 2013

ARMA




A conversa está perdida
Para sempre?

Num ponto qualquer do touch:
O  toque  insensível à pele

O bate-papo é wi-fi
Hi-fi no more

A morte é fim do sinal de rede
A rede é mortal
Desumanizada

Mesa posta
Santa ceia do virtual
Em fotos
Mortas

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Não leia

Se você está triste, nem continue a ler.

Hoje é uma postagem triste, um desabafo emotivo.

Não serve pra ninguém.

Não serve pra nada.

Vai viver e não lê.


Hoje é um daqueles instantes que parecem eternos
onde a sensação de pertencimento se esvai.

Onde a sensação de que nem a alegria nem a tristeza
interessam para ninguém.

Onde tanto faz
como tanto fez.


O peito dói.
A gente sabe que passa amanhã.

Mas quando aperta a garganta, fica difícil respirar.
O corpo fica flácido, leve demais, leve que pesa.
A cabeça, o joelho, doem.


Tá escuro.






quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Em busca da serotonina perdida

Todo ano a mesma coisa.

Isso é bom. E não é.

Tem coisas que se repetem e são vida.
Outras, trazem aflição.

O Natal é nosso momento ápice de esquizofrenia.
Ou de dupla personalidade.
Ou, na moda, bipolar.

Luzes, flores, comidas, afeto, presentes, correira, trânsito.

Desde quando dar presentes de forma obrigatória é gostoso?

Temos obrigação de dar presentes na tal da passagem do  dia 24 para o dia 25 de dezembro.

Mas por quê?

Se nos perguntarmos "porque" alguns ateus e afins entrarão no Prozac: quando se toma uma postura crítica ou se é exilado ou doente.

Misturamos então os mais tenros e doces sentimentos (família, caridade, amor e outros) 
com os mais mesquinhos (consumismo, falsidade, agressividade).

Mas pra tudo temos soluções. 
Ou paroxetina, fluoxetina, sertalina 
ou, 
graças a deus, 
o Reveillon.
Aí todo mundo solta a franga e libera a bagaça: negócio é beber até cair.

Nada de pensar ou recomeçar. Nada de mudar.
Vamos às compras e comidas.




Para mais um pouco: A origem do Papai Noel


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mamam

Il me manque maman

Sinto falta do seu cheirinho
do seu abraço
do seu toque

sua voz
e seu olhar

Voz baixa

Muitas coisas agradáveis me lembram minha mãe

sua voz
seu cheirinho
seu olhar


mas a mais profunda
é que minha mae não grita

Nunca grita.

Fala baixo.

Sempre.

Proesia

Quando falta poesia 
sufocados no prosaico 
a vida fica dura 

não é preciso um poeta profissional 
uma grande reviravolta 
um momento artificial

um olhar 
um sorriso 
um abraço 

uma folha que se agita verde ao vento 
uma borboleta que pousa azul 
uma flor que se abre amarela 

um operário realizado 
uma mulher grávida 
um goleiro que ama seu time 

nos remetem ao prosaico 
onde a poesia é mais pura.