Se você está triste, nem continue a ler.
Hoje é uma postagem triste, um desabafo emotivo.
Não serve pra ninguém.
Não serve pra nada.
Vai viver e não lê.
Hoje é um daqueles instantes que parecem eternos
onde a sensação de pertencimento se esvai.
Onde a sensação de que nem a alegria nem a tristeza
interessam para ninguém.
Onde tanto faz
como tanto fez.
O peito dói.
A gente sabe que passa amanhã.
Mas quando aperta a garganta, fica difícil respirar.
O corpo fica flácido, leve demais, leve que pesa.
A cabeça, o joelho, doem.
Tá escuro.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Em busca da serotonina perdida
Todo ano a mesma coisa.
Isso é bom. E não é.
Tem coisas que se repetem e são vida.
Outras, trazem aflição.
O Natal é nosso momento ápice de esquizofrenia.
Ou de dupla personalidade.
Ou, na moda, bipolar.
Luzes, flores, comidas, afeto, presentes, correira, trânsito.
Desde quando dar presentes de forma obrigatória é gostoso?
Temos obrigação de dar presentes na tal da passagem do dia 24 para o dia 25 de dezembro.
Mas por quê?
Se nos perguntarmos "porque" alguns ateus e afins entrarão no Prozac: quando se toma uma postura crítica ou se é exilado ou doente.
Misturamos então os mais tenros e doces sentimentos (família, caridade, amor e outros)
com os mais mesquinhos (consumismo, falsidade, agressividade).
Mas pra tudo temos soluções.
Ou paroxetina, fluoxetina, sertalina
ou,
graças a deus,
o Reveillon.
Aí todo mundo solta a franga e libera a bagaça: negócio é beber até cair.
Nada de pensar ou recomeçar. Nada de mudar.
Vamos às compras e comidas.
Para mais um pouco: A origem do Papai Noel
Isso é bom. E não é.
Tem coisas que se repetem e são vida.
Outras, trazem aflição.
O Natal é nosso momento ápice de esquizofrenia.
Ou de dupla personalidade.
Ou, na moda, bipolar.
Luzes, flores, comidas, afeto, presentes, correira, trânsito.
Desde quando dar presentes de forma obrigatória é gostoso?
Temos obrigação de dar presentes na tal da passagem do dia 24 para o dia 25 de dezembro.
Mas por quê?
Se nos perguntarmos "porque" alguns ateus e afins entrarão no Prozac: quando se toma uma postura crítica ou se é exilado ou doente.
Misturamos então os mais tenros e doces sentimentos (família, caridade, amor e outros)
com os mais mesquinhos (consumismo, falsidade, agressividade).
Mas pra tudo temos soluções.
Ou paroxetina, fluoxetina, sertalina
ou,
graças a deus,
o Reveillon.
Aí todo mundo solta a franga e libera a bagaça: negócio é beber até cair.
Nada de pensar ou recomeçar. Nada de mudar.
Vamos às compras e comidas.
Para mais um pouco: A origem do Papai Noel
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Mamam
Il me manque maman
Sinto falta do seu cheirinho
do seu abraço
do seu toque
sua voz
e seu olhar
Sinto falta do seu cheirinho
do seu abraço
do seu toque
sua voz
e seu olhar
Voz baixa
Muitas coisas agradáveis me lembram minha mãe
sua voz
seu cheirinho
seu olhar
mas a mais profunda
é que minha mae não grita
Nunca grita.
Fala baixo.
Sempre.
sua voz
seu cheirinho
seu olhar
mas a mais profunda
é que minha mae não grita
Nunca grita.
Fala baixo.
Sempre.
Proesia
Quando falta poesia
sufocados no prosaico
a vida fica dura
não é preciso um poeta profissional
uma grande reviravolta
um momento artificial
um olhar
um sorriso
um abraço
uma folha que se agita verde ao vento
uma borboleta que pousa azul
uma flor que se abre amarela
um operário realizado
uma mulher grávida
um goleiro que ama seu time
nos remetem ao prosaico
onde a poesia é mais pura.
sufocados no prosaico
a vida fica dura
não é preciso um poeta profissional
uma grande reviravolta
um momento artificial
um olhar
um sorriso
um abraço
uma folha que se agita verde ao vento
uma borboleta que pousa azul
uma flor que se abre amarela
um operário realizado
uma mulher grávida
um goleiro que ama seu time
nos remetem ao prosaico
onde a poesia é mais pura.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Amor e Sal
Doce e verde mar de amor que invade minha alma de sal.
Minha vida um oceano de felicidade. Com você.
Para Tom, meu amor.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Livre
Meu pai um dia escreveu,
no poema em que redigiu para mim, quando fiz dezoito anos:
" Não sei se não matei
o pássaro irreverente
que se atrevia a tentar passar pelos arames"
Meu pai conheceu minha alma de maneira profunda.
Mais que profunda. Me entendeu nos meus mais contraditórios movimentos.
Ele acertou na mosca quando percebeu "o pássaro irreverente" que habita em mim e me impulsiona.
O meu desejo de liberdade me arrebata e me dá o posicionamento no mundo. A partir dele eu me relaciono, eu me entendo. E se quero voar, não quero só para mim. Quero todos. Vislumbro todos pássaros capazes e livres. Minha liberdade, no entanto, não é libertina. Ela tem o peso da leveza da responsabilidade. Eu, como todos, somos responsáveis pelas nossas escolhas. Poder escolher e assumir é o que faz brilhante minha vida.
No entanto, meu pai talvez não tenha percebido que ele não matou o pássaro. Essa dúvida ele não precisaria ter.
Ao contrário, ele criou em mim o pássaro da liberdade. E me ensinou a reconhecê-lo.
Mostrou-se que ser livre é crescer.
Que o mundo adulto é a liberdade com responsabilidade que meu pássaro deseja, sempre.
Suas escolhas me inspiraram.
Seu caráter me moldou.
Sua disponibilidade para discussões me enriqueceu de conceitos.
Seus valores ampliaram o meu.
Eu cresci livre.
Eu posso escolher e, o mais importante, assumir minhas escolhas.
Sua passarinha, pai, vive livre e irreverentemente ultrapassa os arames. Com responsabilidade.
Obrigada.
no poema em que redigiu para mim, quando fiz dezoito anos:
" Não sei se não matei
o pássaro irreverente
que se atrevia a tentar passar pelos arames"
Meu pai conheceu minha alma de maneira profunda.
Mais que profunda. Me entendeu nos meus mais contraditórios movimentos.
Ele acertou na mosca quando percebeu "o pássaro irreverente" que habita em mim e me impulsiona.
O meu desejo de liberdade me arrebata e me dá o posicionamento no mundo. A partir dele eu me relaciono, eu me entendo. E se quero voar, não quero só para mim. Quero todos. Vislumbro todos pássaros capazes e livres. Minha liberdade, no entanto, não é libertina. Ela tem o peso da leveza da responsabilidade. Eu, como todos, somos responsáveis pelas nossas escolhas. Poder escolher e assumir é o que faz brilhante minha vida.
No entanto, meu pai talvez não tenha percebido que ele não matou o pássaro. Essa dúvida ele não precisaria ter.
Ao contrário, ele criou em mim o pássaro da liberdade. E me ensinou a reconhecê-lo.
Mostrou-se que ser livre é crescer.
Que o mundo adulto é a liberdade com responsabilidade que meu pássaro deseja, sempre.
Suas escolhas me inspiraram.
Seu caráter me moldou.
Sua disponibilidade para discussões me enriqueceu de conceitos.
Seus valores ampliaram o meu.
Eu cresci livre.
Eu posso escolher e, o mais importante, assumir minhas escolhas.
Sua passarinha, pai, vive livre e irreverentemente ultrapassa os arames. Com responsabilidade.
Obrigada.
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